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terça-feira, 1 de outubro de 2013

POR QUE E COMO PERDER BARRIGA


 O acúmulo de gordura na região abdominal não é só esteticamente indesejável, ele é também um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Estar uns quilinhos acima do peso e ter gordura na região abdominal é algo extremamente comum.  Mas o fato de não estar sozinho(a) não significa que acumular gordura na barriga não seja motivo de preocupação. Mesmo que você não se importe com a parte estética, como ocorre com alguns homens adultos, perder a barriga é importante para que você seja uma pessoa mais saudável.

Formas de acumular gordura no corpo

Independentemente do seu peso e do IMC (índice de massa corporal), a forma como o seu corpo acumula gordura tem grande importância no risco de você desenvolver doenças no futuro.
Quando engordamos ganhamos gordura de forma visível e invisível. A gordura visível é aquela que se acumula por baixo da pele, no tecido subcutâneo.  Já a gordura invisível é aquela que se acumula mais profundamente, ao redor dos órgãos, sendo chamada de gordura visceral.
A maioria das pessoas preocupa-se mais com a gordura que elas podem ver. Entretanto, a gordura escondida, ou seja, a gordura visceral, é aquela que  mais preocupa os médicos, até porque ela pode ocorrer em pessoas não obesas.
A forma como o seu corpo acumula gordura visível pode nos fornecer importantes dicas sobre a formação de gordura visceral. Indivíduos que acumulam gordura predominantemente na barriga, mantendo coxas e quadris relativamente magros são aqueles que com maior risco de formarem gordura visceral. Mulheres que acumulam muito mais gordura nas coxas e quadris do que no abdômen, costumam ter menos gordura visceral e menos riscos de problemas cardiovasculares.

Perigos da gordura abdominal do IMC acima de 25 kg/m²

Todo indivíduo que acha que está acima do peso deve calcular o seu IMC e medir a sua circunferência abdominal com uma fita métrica maleável comum.
Calcular IMC
Quando o IMC é maior que 25 kg/m², homens  com cintura maior que 102 cm e mulheres com cintura maior que 88 cm apresentam maiores riscos de desenvolver doenças relacionadas à obesidade, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e doenças cardiovasculares.
Nos pacientes obesos, com IMC é maior que 35 kg/m², a medição da circunferência abdominal perde valor, pois o acumulo de gordura nestes casos é difusa e com certeza há também formação de gordura visceral.
Se você é obeso, não há dúvidas que a gordura está lhe fazendo mal. O problema é convencer aquelas pessoas apenas com sobrepeso e uma barriguinha saliente (IMC entre 25 e 29,9 kg/m²) de que o problema delas vai além do incômodo estético.
Só como exemplo, em 10 anos, adultos com IMC normal e sem barriga apresentam 30% menos risco de desenvolverem doenças cardiovasculares quando comparados a pessoas com IMC maior que 25 kg/m² e circunferência abdominal aumentada.

Como perder barriga

Antes de passarmos às dicas de como perder a barriga, alguns pontos precisam ser realçados:
1- Não há milagres. Antes de mais nada, você tem que aceitar o fato de que não existem chás, dietas especiais, fórmulas, receitas, comprimidos ou qualquer outro meio que faça você perder a barriga de forma fácil e rápida. Enquanto isso não for entendido, você continuará a dar dinheiro para charlatões e acumulará frustrações. Isso sem falar nos riscos para a saúde que alguns tratamentos “milagrosos” para perder peso podem provocar.
2- O grau de sucesso que você terá será sempre proporcional ao grau de esforço que você esta disposto a fazer. Se você quer emagrecer sem fazer esforço, o máximo que conseguirá é falhar sem fazer esforço.
3- Não há como perder barriga sem emagrecer. A única exceção é a lipoaspiração, que não é a solução indicada na maioria dos casos. Não adianta fazer abdominal, comprar aparelhos que dão choque no abdômen, passar cremes na barriga, etc.  A sua gordura na barriga é uma forma do organismo estocar o excesso de calorias que você consumiu ao longo dos meses. Para perder a barriga, você tem que fazer o seu corpo consumir mais calorias do que consegue armazenar. Tem que gastar os estoques, tem que queimar gordura.
4- Emagrecer e perder barriga obrigatoriamente passam pelo binômio: exercício físico + controle das calorias ingeridas. Se ao longo de vários dias você consumir mais calorias do que consegue gastar, você irá engordar. Por outro lado, se você conseguir gastar mais calorias do que ingere, inevitavelmente, você irá emagrecer. É simples assim. Não há como fugir disso.

Dieta e exercício físico para perder barriga

É importante entender que é muito mais fácil emagrecer fazendo exercício físico do que apenas com dietas. A restrição do consumo de calorias pode funcionar a curto prazo, mas se você tem bastante peso a perder, ela só irá te levar até metade do caminho. Muitas pessoas perdem peso rapidamente com dietas, mas depois de algumas semanas ficam estancadas sem conseguir emagrecer mais.  O máximo que conseguem, e mesmo assim com muito esforço, é não voltar a ganhar peso. Isso ocorre porque conforme vamos emagrecendo, o gasto basal de calorias do corpo também se reduz, obrigando a dieta a ser cada vez mais restritiva para funcionar. Nosso organismo consome, em média 23 calorias para cada quilo de peso. Portanto, pessoas de 100 quilos têm um gasto basal de 2300 calorias por dia, enquanto pessoas de 50 quilos gastam apenas metade disso.
Exemplo: um indivíduo sedentário pesa 100 quilos e quer chegar a 70 quilos. Com 100 quilos o organismo dele gasta cerca de 2300 kcal por dia.
- Se ao longo de vários dias ele ingerir, em média, 2300 kcal diariamente, seu peso irá se manter.
- Se ele ingerir mais de 2300 kcal por dia, irá engordar.
- Se ingerir menos que 2300 kcal por dia, irá emagrecer.
Portanto, se este paciente fizer uma dieta, por exemplo, com 1800 kcal diárias, ele irá emagrecer mesmo sem exercícios após alguns dias.
O problema é que, conforme ele vá emagrecendo, menos calorias o organismo dele irá gastar ao longo do dia. Um corpo gordo demanda mais energia para funcionar. Quando este indivíduo atingir 85 quilos,  seu gasto basal diário de calorias terá caído para próximo de 1800 kcal. Ou seja, a dieta que servia quando ele pesava 100 quilos, já não será mais suficiente para que ele continue emagrecendo.
Neste momento, o paciente tem duas opções: ou muda para uma dieta ainda mais intensa, com cerca de 1300 calorias por dia, o que é bastante restritivo e difícil de fazer,  ou ele começa a fazer exercícios, para aumentar o seu gasto diário de calorias. Se o seu corpo gasta 1800 kcal por dia e o paciente ainda conseguir gastar mais 500 calorias na academia, o seu gasto diário será de 2300 kcal.  Portanto, a dieta de 1800 kcal continuará sendo eficaz para fazê-lo perder peso.

Ganhar músculo para perder barriga

Os exercícios físicos apresentam 2 vantagens: gastam calorias imediatamente e aumentam o gasto basal de calorias quando estamos em repouso.
O ideal é sempre combinar exercícios aeróbicos (corrida, spinning, natação, step, etc.) com exercícios para ganho de massa muscular.
O músculo é uma estrutura que consome muita caloria. Portanto, quanto mais massa muscular você tiver, maior será o gasto basal de calorias do seu corpo. Enquanto um quilo de gordura consome cerca de 4 kcal por dia, um quilo de músculo consome cerca de 13 kcal.  Isso significa que, grosseiramente, a cada quilo de gordura que você perde, o seu consumo basal de calorias cai 4 kcal por dia. Porém, se você conseguir substituir esse quilo de gordura perdido por um quilo de músculo, o efeito será o oposto, você irá aumentar o seu gasto basal de calorias em 9 kcal.
Logo, chegamos à conclusão que, ao contrário do que ocorre quando fazemos dieta isoladamente, conforme vamos emagrecendo e ganhando músculo ao mesmo tempo, fica cada vez mais fácil continuar a perder gordura e a diminuir a barriga.
Portanto, se você quer perder a sua barriga, faça musculação.  Não é exatamente malhar o abdômen que fará você perder a barriga, mas sim o ganho geral de massa muscular pelo corpo.

Dicas para perder a barriga

Tendo entendido tudo o que foi explicado até aqui, fica fácil guardar as dicas que darei agora:
- Dê preferência a exercícios aeróbicos mais intensos para perder muitas calorias extras no dia. Uma aula de spinning, por exemplo, pode fazer você perder de 500 a 800 calorias a mais em um único dia. Isso sem contar com os benefícios cardiovasculares de se ter uma boa resistência aeróbica.
- Faça, no mínimo, 30 minutos de exercícios físicos e depois mais 30 minutos de musculação. A frequência ideal e 4 a 5 vezes por semana.
- Exercícios aeróbicos com menos de 30 minutos de duração não ajudam a queimar a gordura da barriga. Nos primeiros minutos queimamos apenas as reservas de açúcar. Para chegar às reservas de gordura, são necessários , pelo menos, 20 a 25 minutos de exercícios aeróbicos.
- Se você não consegue ou não pode correr, ande. Caminhar 30 minutos diariamente é suficiente.
- Musculação pode ser feita em qualquer idade, desde que acompanhada por profissional habilitado.
- Natação é um excelente exercício para emagrecer, pois ao mesmo tempo é aeróbico e estimula o desenvolvimento de músculos.
- Fazer dezenas de repetições de exercícios abdominais não fará sua barriga sumir se você não emagrecer. Você pode até criar músculos abdominais, mas, como a gordura é mais superficial, eles ficarão escondidos. Não há como ter aquela barriga tanquinho com uma grande camada de gordura por cima, no tecido subcutâneo.
- Malhe grandes grupamentos musculares, como peito, costas e coxas, pois, por serem músculos maiores e mais fáceis de se desenvolver farão você perder peso mais rápido.
- Peça ajuda a um nutricionista para que ele prepare uma dieta com a quantidade ideal de calorias para você.
- Fuja de dietas da moda. Emagrecer e perder barriga não é segredo, é apenas esforço e força de vontade.
- Evite comer gorduras, frituras, refrigerantes e doces. Engordam e aumentam o seu colesterol.
- Durma, pelo menos, 7 a 8 horas por dia. Nosso organismo gasta mais calorias quando estamos dormindo em sono profundo do que quando estamos apenas deitados, seja lendo ou vendo TV. Quem dorme pouco tem maior risco de formar barriga.
- Cuidado com fórmulas milagrosas. Há muitos tratamento ditos naturais para perder peso que, na verdade, escondem substâncias, como anfetaminas, ansiolíticos, diuréticos ou antidepressivos, em sua composição.
- Na hora da refeição, após cada garfada, tome um gole de água. Isso fará com que o estômago fique cheio mais rapidamente, reduzindo a quantidade de comida necessária para satisfazê-lo.
- Nunca encha o prato. Quando estamos com fome, temos a tendência de colocar mais comida do que realmente precisamos no prato.
- Não sinta-se obrigado a terminar o prato sempre. Se já está satisfeito, pare de comer mesmo que ainda haja comida no prato.
- Não faça longos períodos de jejum durante o dia. Evite ter fome. É melhor comer 5 ou 6 pequenas refeições ao longo do dia, com poucas horas de intervalo do que 2 ou 3 grandes refeições espaçadas. Grandes intervalos entre as refeições desaceleram o metabolismo e aumentam a liberação de insulina na hora de comer, dois fatores que impedem o paciente de perder peso.
- Coma bem devagar, mastigue bem a comida e faça pequenas pausas durante a refeição. Dê tempo aos mecanismos de saciedade do corpo se ativarem.
- Não coma a sobremesa imediatamente depois da refeição. Veja se você realmente precisa dela ou se a sobremesa é apenas um hábito.
fonte:http://www.mdsaude.com

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COVISA REALIZARÁ PALESTRA SOBRE BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO


A Coordenadoria de Vigilância Sanitária- COVISA, realizará no próximo dia 18/09/2013, a partir das 8:00 horas no Auditório Mestre Galinho, uma importante palestra com o tema: BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO. Para tanto, a entidade está convidando todos os proprietários de restaurantes, lanchonetes, treillers, pizzarias e congêneres para realizarem suas inscrições na sede da COVISA, localizada no prédio da Secretaria Municipal de Saúde, das 7:00 horas ao meio-dia. 

O evento, que será dirigido pela nutricionista Elaine Kelly de Medeiros, tem por objetivo geral reforçar os conhecimentos do público alvo acerca das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos com enfoque na Resolução RDC 216 da ANVISA e, especificamente, garantir uma maior segurança alimentar aos consumidores que frequentam tais estabelecimentos.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

NARIZ ENTUPIDO: VEJA CAUSAS E TRATAMENTOS

Nariz entupido 
A congestão nasal, chamada popularmente de nariz entupido ou nariz constipado, é um sintoma muito comum de diversas afecções do sistema respiratório superior.  O nariz entupido em si não é uma doença, mas sim uma manifestação clínica de alguma doença, geralmente rinite e/ou sinusite.

A sensação de nariz entupido surge sempre que a passagem de ar pela cavidade nasal encontra-se parcialmente ou totalmente obstruída.

Como a congestão nasal frequentemente vem acompanhada de coriza, muitas pessoas acham que a causa do entupimento do nariz é um excesso de muco produzido na cavidade nasal. Não é. O muco realmente atrapalha, tanto que quando assoamos ao nariz, há uma sensação de melhora temporária da congestão. Porém, o que diminui o espaço para a passagem do ar dentro da cavidade nasal é um edema (inchaço) das mucosas, causada por inflamação e ingurgitamento dos vasos sanguíneos desta região.

A congestão nasal é geralmente um mecanismo de defesa das vias áreas. As congestão serve para reduzir o espaço para o fluxo do ar, diminuindo a passagem de estímulos nocivos para o restante das vias áreas.  A dilatação dos vasos sanguíneos da mucosa nasal também serve para aumentar o aporte de sangue e, consequentemente, de anticorpos e células imunológicas para a região, ajudando no combate dos germes invasores nas vias aéreas. O aumento da produção de muco, caracterizado pela presença da coriza, também  age como meio de defesa, servindo para “lavar” e umidificar  a cavidade nasal.

Causas de nariz entupido

Existem dezenas de causas para a congestão nasal. Em geral, as mais comuns acabam sendo derivadas de processos alérgicos ou infecciosos. Viroses respiratórias, como gripes e resfriados e rinite alérgica são as causas mais comuns .

Tratamento do nariz entupido nos adultos e crianças mais velhas.

Para tratar adequadamente a congestão nasal, entender qual é a sua causa é importante. Às vezes, tratar apenas os sintomas não é suficiente, sendo necessário atacar a causa diretamente. Em outros casos , não há o que se fazer em relação à causa, sendo o tratamento sintomático a conduta mais importante.
Por exemplo, se a sua constipação nasal estiver sendo provocada por fumaças, cheiros fortes, alergia a pó, comidas picantes, pólipos nasais, corpo estranho, etc., é preciso afastar o paciente destes estímulos para se conseguir desentupir o nariz. Não adianta enchê-lo de remédios para congestão nasal ou tentar dezenas de tratamentos caseiros se o estímulo que está provocando os seus sintomas permanece atuando sobre a mucosa nasal. O que se conseguirá, no máximo, é alívio temporário do entupimento nasal.
Por outro lado, quando a congestão nasal está sendo provocada por uma virose respiratória, não há o que se fazer diretamente com a infecção. O ideal nestes casos é tentar amenizar os sintomas enquanto esperamos alguns dias até o vírus ser totalmente controlado pelo nosso sistema imunológico.

 Tratamento caseiro para o nariz entupido
Em muitos casos, o tratamento da congestão nasal não requer remédios. Algumas medidas simples podem ajudar a melhorar os sintomas. Em geral, o tratamento caseiro se baseia no tripé: umedecer, lavar e diluir.

Para se obter resultados, sugere-se a lavagem frequente da cavidade nasal com soro fisiológico, a ingestão generosa de água para ajudar a diluir o muco e uso de umidificadores ou nebulizadores para evitar que o ar respirado fique ressecado. Banhos quentes demorados são uma opção para quem não tem um nebulizador em casa. Evite ficar em locais com aquecimento ou ar-condicionado, pois os mesmos ressecam muito o ar e as mucosas, causando irritação das mesmas e piora da congestão nasal. Não é indicado o uso de Vick Vaporub ou qualquer outra solução que contenha odores fortes.
Evite banhos de piscina durante as crises, pois o cloro contido na água pode irritar a mucosa nasal e perpetuar os sintomas.
À noite, use dois travesseiros ou qualquer outro método para manter a cabeça um pouco mais alta, facilitando a respiração. Cuidado apenas para não forçar o pescoço e acordar no dia seguinte com um grande torcicolo.

 Tratamento com remédios para o nariz entupido
Quando os sintomas estão muito intensos, atrapalhando as atividades diárias e/ou o sono do paciente, alguns medicamentos podem ser usados. Os anti-histamínicos ajudam bastante, pois atacam também outros sintomas de virose e, como causam sonolência, ajudam o paciente a dormir melhor durante a noite.

Descongestionantes nasais podem ajudar em casos selecionados. Porém, é importante salientar que eles não devem ser usados por conta própria nem por mais de 3 dias seguidos, pois costumam causar um efeito rebote quando o seu tempo de ação acaba, fazendo com que o paciente, que já se sentia melhor, volte a ter o nariz entupido novamente. Algumas pessoas que abusam dos descongestionantes nasais tornam-se dependentes dos mesmos, desenvolvendo rinite crônica que só alivia com o uso constante destes remédios.

Nos pacientes com rinite ou sinusite frequente, o uso de corticoides em spray nasal, como a fluticasona, pode ajudar na prevenção de novos episódios futuros. Se você sofre constantemente com o nariz entupido, converse com o seu médico sobre essa opção.

Como tratar o nariz entupido em bebês

A congestão nasal costuma ser mais incômoda nos bebês que nos adultos pelo fato dos mesmos preferirem respirar pelo nariz, enquanto nós adultos conseguimos respirar pela boca sem maiores problemas. Outro agravante é o fato das vias nasais dos bebês possuírem um calibre bem pequeno, ficando obstruídas com muita facilidade. Para completar o quadro, bebês não sabem assoar, e, portanto, além de não compreendem o que está acontecendo, eles não conseguem o alívio temporário que o ato de assoar pode propiciar.

Para melhorar os sintomas do bebê, os tratamentos caseiros descritos acima podem ser usados. Se você estiver inseguro(a) quanto à maneira correta de lavar as narinas com soro fisiológico, peça para o seu pediatra lhe mostrar como se faz. Evitar ambientes seco e usar nebulizadores apenas com soro para umidificar o ar respirado são de grande ajuda. Quando usar umidificadores de ambiente, cuidado para não deixar o quarto do bebê excessivamente úmido.

Existem no mercado alguns aspiradores nasais de borracha que ajudam a retirar o muco. Porém, nem sempre é fácil utilizá-los, pois muitos bebês simplesmente não deixam que algo seja introduzido, mesmo que superficialmente, em suas narinas. Se o seu bebê permitir, eles são de grande ajuda.

Mantenha o bebê bem hidratado, oferecendo o peito com mais frequência. O movimento de sugar pode ajudar a mobilizar a secreções nas vias aéreas superiores.
Na hora de dormir, tente manter a cabeceira um pouco mais elevada, pois se o bebê ficar totalmente deitado a zero grau, ele irá ter dificuldade para dormir.
Não se indica o uso de remédios para desentupir o nariz em crianças pequenas.

sábado, 3 de agosto de 2013

GOVERNO DO ESTADO DEIXA SAÚDE ESTADUAL EM CAOS


 
IMAGEM:macaibaindependente.com.br



Com a greve dos servidores da saúde da rede estadual, que se iniciou na última quinta-feira (01), os atendimentos nos maiores hospitais públicos ficaram prejudicados. No Hospital Walfredo Gurgel (HWG), a situação é a mais crítica. Os residentes estão fazendo apenas cirurgia de emergência; os estagiários de nutrição estão atuando pela metade e o pessoal do Serviço Social só está cuidando das questões de morte, deixando de realizar a comunicação de alta e transferências. 50% dos trabalhadores do Walfredo  estão em greve o que mostra que é insuficiente o número de pessoas para realizar alguns trabalhos necessários.

 O Centro de Reabilitação Infantil, especializado em atendimentos psíquicos, neurológicos e fonoaudiológicos parou totalmente. Apesar da greve, os corredores do HWG não estão lotados, diferente dos 280 leitos, que estão cheios.  Há pessoas sobre macas precisando de atendimento, sem previsão de quando isso vai acontecer.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que o caso do mutirão feito pelo órgão  para reduzir a fila de espera por cirurgias na ortopedia é de responsabilidade  das secretarias municipais. O HWG apenas realiza cirurgia de urgência, se precisar.  Somente ontem saíram dez pessoas da ortopedia do Walfredo Gurgel para a rede complementar e a expectativa é que até a próxima terça-feira (06) outras 30 pessoas sejam transferidas. Atualmente, no WG há 66 pessoas com problemas ortopédicos aguardando para realizar cirurgia.  Hoje haverá panfletagem em frente ao Shopping Midway Mall e, na próxima quarta-feira (07), virgília no HWG.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

GOVERNO SUSPEITA DE SABOTAGEM NAS INSCRIÇÕES DO PROGRAMA "MAIS MÉDICOS"

 

Profissionais, que são contra o programa, estariam se cadastrando, mesmo sem interesse, apenas para perturbar

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) que vai criar nova regra para inscrição no Mais Médicos, que pretende levar profissionais para cidades do interior do País. Agora os interessados, que estiverem fazendo residência, vão ter que informar, já no ato de inscrição, se estão dispostos a desistir destes postos para aderir ao Mais Médicos. 

A ideia surgiu depois do governo federal suspeitar que profissionais, que são contra o programa, estavam se cadastrando, mesmo sem interesse, apenas para perturbar o processo. Isso porque o número de inscritos alcançou 11,7 mil candidatos, enquanto que o número de vagas oferecidas é de 10,4 mil, bem acima do esperado.
Ao homologar sua participação no programa, o médico terá de entregar declaração impressa de seu desligamento da residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), emitido pela coordenação dos programas. A medida visa certificar a real intenção dos profissionais a participar do Mais Médicos.

“O primeiro interesse que tem que ser atendido é o interesse da população, sobretudo aquela que não tem médicos perto de onde vive e trabalha. Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa, mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Além disso, médicos que homologarem sua participação do projeto e não comparecerem no início das atividades ou desistirem nos primeiros seis meses serão excluídos do programa e só poderão se inscrever novamente seis meses depois. Os reincidentes ficarão impossibilitados em caráter definitivo de voltar a participar do programa. A inclusão desta regra no edital será publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (19).

O número acima do esperado pelo Ministério da Saúde levou o ministro Alexandre Padilha a determinar que a Ouvidoria do órgão telefone a todos os candidatos que já têm algum outro tipo de vínculo empregatício para checar a veracidade do interesse pelo programa.

Pelo Mais Médicos, o ministério pretende pagar salários de R$ 10 mil. E colocá-los em cidades que hoje têm vagas sobrando e não conseguem contratar ninguém. As prioridades são cidades do interior - hoje 700 municípios não possuem nenhum médico - e as periferias das grandes cidades, onde há infraestrutura mas não há profissionais.

A prioridade é para profissionais brasileiros interessados no programa, mas o governo prevê a contratação de estrangeiros para suprir as vagas não preenchidas por médicos nacionais, sem a necessidade de validação do diploma. Os estrangeiros fariam um curso simplificado de adaptação para que pudessem trabalhar apenas nos locais indicados pelo governo brasileiro.

O programa enfrenta enorme resistência da classe médica, contrária especialmente à contratação de estrangeiros. Apesar do Brasil ter apenas 1,8 médicos para cada mil habitantes - e a maioria concentrados nas regiões sul e sudeste - alega que o problema da saúde no País é infraestrutura e não falta de profissionais especializados.

terça-feira, 9 de julho de 2013

ALUNOS DE MEDICINA DEVERÃO PASSAR 2 ANOS NO SUS


 



Regra vale para alunos que ingressarem em faculdades públicas ou particulares a partir de 2015

O curso de Medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015. Os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. A medida é válida para faculdades públicas e privadas e faz parte do programa Mais Médicos, anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (8).
Programa Mais Médicos: 

Concluído o curso de seis anos, os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública. A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada de ensino.

No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil).
No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção básica. No segundo ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e emergência. Os alunos continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão avaliados. A carga horária ainda não foi definida.

Pela proposta, o segundo ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado. A forma como isso será feito também está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.

O formato de oito anos poderá ser revisto num curto prazo. Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos.

Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão um registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos vão desempenhar as atividades. Caberá à instituição definir o local de trabalho do estudante.

A ideia é que o aluno seja supervisionado por professores. A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão.

O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação. Só aí receberá a inscrição permanente. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração ética ou erro no atendimento do paciente.

A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto ano. Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa, o estudante aos poucos ganha mais autonomia.

A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos. A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente.

Com a mudança nos currículos, a estimativa é a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica. "Esse aumento será sentido a partir de 2022, quando os médicos estarão formados", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

SAÚDE NATURAL: VEJA SETE ALIMENTOS QUE AJUDAM NA PREVENÇÃO DE CÂNCER

Veja quais nutrientes combatem células doentes e aumentam a imunidade



Para muitas pessoas, ter ou não um câncer é uma questão de destino. Será? Um estudo publicado na edição de dezembro de 2011 do British Journal of Cancer apontou que 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos de câncer em mulheres poderiam ser evitados com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Dentre esses hábitos, um que se destaca é a alimentação. De acordo com a nutricionista Priscila Cheung, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), uma dieta equilibrada previne não só o desenvolvimento de um câncer, mas de outras inúmeras enfermidades. "Alguns alimentos, entretanto, apresentam destaque quando o assunto é combater a multiplicação de células doentes", afirma. Confira quais são eles:

Brócolis - Foto Getty Images  

Brócolis

Um estudo publicado na revista Molecular Nutrition & Food Research já comprovou a atuação dos brócolis na prevenção do câncer. "Graças a diversos compostos, como o fitoquímico sulforafano, eles têm a capacidade de destruir células cancerígenas e deixar as demais intactas", explica a nutróloga Tarama Mazaracki, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).


Chá verde - Foto Getty Images 

Chá verde

Queridinho de quem está de dieta, o chá verde não ganha destaque somente por acelerar o metabolismo e evitar a formação de coágulos nas artérias. "A bebida também é rica em antioxidantes, que atuam na prevenção do câncer", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da ABRAN. Isso é o que mostra um estudo divulgado pela Cancer Prevention Research que acompanhou a progressão do câncer de próstata em homens que passaram a tomar cápsulas de uma substância encontrada no chá.

Alho e cebola - Foto Getty Images 

Alho e cebola

"Alho e cebola pertencem a um mesmo gênero de alimentos que são fonte de determinado fitoquímico envolvido na capacidade de excreção de compostos carcinogênicos", aponta a nutricionista Priscila. Em outras palavras, esses alimentos auxiliam na eliminação de toxinas que favorecem o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o câncer.


Tomate - Foto Getty Images 

Tomate

Muitas pessoas associam o tomate à prevenção do câncer de próstata. Não é à toa: o alimento é fonte de licopeno, carotenoide que confere alto grau de proteção contra a oxidação celular, explica a nutricionista Priscila. Segundo ela, é preferível comer o tomate após o aquecimento e acompanhado de uma gordura, como o azeite, para facilitar a absorção da substância pelo organismo. Molho de tomate, portanto, é a melhor escolha para obter o nutriente. Tais benefícios foram comprovados por inúmeros estudos. Entre eles, um publicado no British Journal of Nutrition e conduzido por especialistas da University of Portsmouth, no Reino Unido.
 Cenoura - Foto Getty Images 

Cenoura

"A cenoura contém uma substância chamada carotenóide, atuante no combate a radicais livres que, quando em excesso, levam a mutações celulares capazes de originar um câncer", explica o nutrólogo Roberto. Tal ação se mostra eficaz principalmente na prevenção do câncer de mama, como mostra um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute que acompanhou mais de 6 mil mulheres. Acerola, abóbora e manga são outras boas fontes desse nutriente.
 Uva - Foto Getty Images 

Uva

Fonte de polifenois, a casca e a semente da uva são outros bons aliados no combate aos efeitos dos radicais livres, aponta a nutróloga Tamara. Para prevenção do câncer, entretanto, não é recomendado obter o nutriente bebendo vinho, pois o álcool pode anular os efeitos anticancerígenos do alimento.

Frutas vermelhas - Foto Getty Images 

Frutas vermelhas

Frutas vermelhas, como a framboesa e a amora, são ricas em antocianinas, fitonutrientes que retardam o crescimento de células pré-malignas e evitam a formação de novos vasos sanguíneos que poderiam estimular o crescimento de um tumor. Um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry mostrou que o consumo desses alimentos reduzir o risco de desenvolver câncer de boca, câncer de mama, câncer de cólon e câncer de próstata.
Fonte:.minhavida.com.br

domingo, 9 de junho de 2013

POR QUE CUBA TEM TANTOS MÉDICOS A PONTO DE EXPORTAR?

 
A notícia de que o governo brasileiro estaria estudando levar médicos cubanos ao país desatou uma imensa polêmica no mês passado. Se concretizados, tais planos incluiriam o Brasil em uma longa lista de países que já recebem médicos da ilha. Mas como, afinal, Cuba chegou a ter tantos médicos? E por que tem tanto interesse em "exportar" seus serviços para outros países?
Em Cuba, os profissionais da área de saúde têm uma função bem mais ampla do que simplesmente atender à população local. Já há algum tempo, a exportação de serviços médicos tornou-se crucial para a economia da ilha.

Segundo informações repassadas pela chancelaria do país, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha incluem atualmente 15 mil médicos, 2,3 mil oftalmologistas, 5 mil técnicos de saúde e 800 prestadores de serviço trabalhando em 60 países e gerando lucros milionários ao regime - as cifras mais otimistas falam em até US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano.

Para muitos países em desenvolvimento, o atrativo dos médicos cubanos é que eles estão dispostos a trabalhar em lugares que os locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso - onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, em geral eles também receberiam remunerações mais baixas.

História

Em 1959, Cuba contava com apenas 6 mil médicos, sendo que a metade deles emigrou após a Revolução. A crise sanitária que se seguiu a essa debandada alertou o governo para a necessidade de formar profissionais de saúde em ritmo acelerado. Meio século depois, o país tem 75 mil médicos, ou um para cada 160 habitantes - a taxa mais alta da América Latina.

Boa parte dos médicos que ficaram na ilha após a Revolução viraram professores, foram abertas faculdades de medicina em todo o país e se priorizou o acesso de estudantes ao setor. Tudo facilitado pelo fato de o ensino ser gratuito.

A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada em 1963. Apesar da escassez de médicos, Cuba enviou alguns de seus profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de obter a independência. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.

O tema dos profissionais de saúde cubanos no exterior é um dos muitos que dividiram Cuba e EUA - e Washington chegou a criar um programa para facilitar os vistos para médicos cubanos que estejam trabalhando em terceiros países.

Incentivos

Entre os moradores da ilha, "exportações" de médicos também gera polêmica
No exterior, esses profissionais de saúde recebem salários muito mais altos do que os que trabalham dentro de Cuba.

Nos cinco continentes

Até em Cuba a "exportação de médicos" causa alguma polêmica.
A formação de tantos profissionais de saúde permitiu que a ilha criasse a figura do Médico de Família, profissionais que atendem em todos os bairros e encaminham os pacientes para especialistas ou hospitais.

Mas esse é justamente o programa mais afetado pela saída dos médicos ao exterior.
O fechamento de algumas das casas de saúde gera insatisfação entre os cubanos, aumenta a concentração de pacientes por médico e o tempo de espera. Ainda assim, 60 mil médicos ficaram em Cuba, 1 para cada 200 habitantes - média melhor que a de muitos países desenvolvidos.
"A ilha também tem uma expectativa de vida próxima aos 80 anos e programas de prevenção a Aids e HIV reconhecidos internacionalmente."

sábado, 1 de junho de 2013

GOVERNO DO RN DEIXOU DE UTILIZAR R$ 76 MILHÕES NA SAÚDE

 
Hospitais com corredores superlotados de pacientes por falta de leitos, ausência de médicos, de insumos, de equipamentos e de medicamentos. Mortes evitáveis, atrás de mortes evitáveis. O quadro na saúde pública é caótico e o governo, por mais que tente, não consegue oferecer um serviço de qualidade. Na avaliação do deputado estadual Fernando Mineiro (PT), o subfinanciamento do setor e a má gestão dos recursos existentes contribuem para o caos. O governo do Estado deixou de aplicar, somente em 2012, R$ 76 milhões. Dinheiro que, na avaliação de especialistas, se bem gerenciado, poderia ter evitado a morte de muita gente, entre adultos e crianças.

“Um dos graves problemas da saúde é o subfinanciamento do setor, responsável direto pela atual situação de deficiência na oferta dos serviços à população. Outro é a má gestão dos parcos recursos. Tão grave quanto o primeiro”, afirma o deputado estadual Fernando Mineiro. Nos últimos dias, o parlamentar tem se debruçado sobre os resultados de uma auditoria operacional elaborada por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o setor de saúde estadual. O quadro é pior do que o que se imaginava, analisa.

Na avaliação do petista, a execução orçamentária dos repasses federais destinados à saúde do Rio Grande do Norte “é a tradução exata da incompetência administrativa que assola o nosso estado”. Ele acresce que, em meio a uma crise sem precedentes e às reclamações sobre insuficiência de recursos, em 2012 a Secretaria de Saúde Pública “deixou de utilizar, no mínimo, R$ 76.264.702,11 em ações de saúde, tais como: pequenas cirurgias, consultas médicas, saúde bucal, transplantes, ações estratégicas ou emergenciais e outros”.

A não utilização desses recursos foi identificada pelo TCE através da auditoria que elaborou o “Relatório preliminar sobre a Rede Hospitalar da Secretaria de Saúde do RN”. O levantamento mostra que dos R$ 252.385.579,10 repassados pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Saúde em 2012, R$ 176 milhões foram empenhados. Desses, R$ 125 milhões foram pagos e R$ 76 milhões não foram efetivamente utilizados.

O deputado Fernando Mineiro, que publica um artigo sobre o tema na sua página na internet, conclui afirmando ser “revoltante” saber que os recursos públicos deixam de ser utilizados, “devido à incompetência da gestão” estadual. “Principalmente diante do caos instalado na saúde pública do nosso estado”, diz.  Para o petista, são incontáveis os prejuízos para a população devido a esta falta de controle da gestão. “Quantas vidas poderiam ter sido poupadas caso esses recursos tivessem sido aplicados? A governadora Rosalba tem a obrigação de vir a público explicar essa situação”.

sábado, 4 de maio de 2013

SETE DICAS IMPORTANTES PARA CONTROLAR O COLESTEROL


Embora a palavra colesterol tenha adquirido um sentido pejorativo, ele é um tipo de gordura indispensável para o funcionamento do nosso metabolismo e está presente em todas as células do corpo. O problema é que existem dois tipos de colesterol: o HDL, chamado comumente de bom colesterol, e o LDL, o colesterol ruim. Em excesso, este último pode gerar diversas complicações para a saúde cardiovascular, podendo até levar à morte. Para ajudar a evitar esses problemas,   reunimos sete dicas de hábitos que ajudam a prevenir ou - para aqueles que já receberam o diagnóstico - controlar a doença. Confira:

Optar pelo azeite de oliva
Azeite de oliva - Foto Getty Images
Embora seja calórico, com recomendação diária máxima estipulada em duas colheres de sopa, o azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como ainda aumenta o bom colesterol (HDL),
Trocar a carne por peixe
Peixe - Foto Getty Images
Para alguns, a associação entre peixes e ácidos graxos ômega 3 é imediata. Mas será que você sabe por que eles são tão bem-vindos na dieta? Um dos motivos é o fato de eles serem uma gordura boa, do tipo insaturada, que reduz, portanto, os níveis de colesterol e triglicérides do sangue.
Praticar exercícios
Exercícios - Foto Getty Images
Praticar exercícios físicos regularmente é uma maneira eficaz de aumentar a queima de gordura corporal, reduzindo o mau colesterol (LDL).


Consumir mais fibras
Fibras - Foto Getty Images
Fibras não podem ficar de fora do cardápio de quem tem colesterol. Primeiro porque elas diminuem a absorção de gorduras pelo organismo, reduzindo o nível de LDL.

Largar o cigarro
Cigarro - Foto Getty Images
Fumantes naturalmente têm mais chances de ter problemas cardiovasculares do que os não adeptos ao tabagismo. No caso de quem tem colesterol alto, entretanto, o cigarro ainda age acelerando o aparecimento da aterosclerose, acúmulo de substâncias gordurosas no interior das artérias.

Adicionar aveia às refeições
Aveia - Foto Getty Images
Embora a ingestão de fibras, em geral, seja benéfica para combater e controlar o colesterol, a aveia desempenha um papel de destaque na luta contra essa doença. Isso porque ela promove a sensação de saciedade por mais tempo, melhora a circulação, controla a quantidade de açúcar do sangue e ainda diminui a absorção de gordura pelo corpo.

Escolher alimentos à base de soja
Soja - Foto Getty Images
Os alimentos à base de soja podem não ter o mesmo sabor da carne original ou do leite, mas a verdade é que, se bem preparados, eles podem ser tão gostosos quanto quaisquer outros. E mais: eles não só combatem o colesterol ruim como ainda aumentam o colesterol bom.
Fonte:http://www.minhavida.com.br

terça-feira, 30 de abril de 2013

ÁGUA DE COCO TRÁS BENEFÍCIOS À SAÚDE

 
Há bem pouco tempo, nutricionistas, nutrólogos e todo o tipo de profissionais envolvidos com a área de alimentação recomendavam moderação no consumo de água de coco, uma das bebidas mais populares nessa época do ano em que faz mais calor. Estavam preocupados por ela conter frutose e gorduras saturadas, substâncias que podem engordar e trazer alguns problemas à  saúde, e por que achavam que seus benefícios não compensavam os seus malefícios.

Mistura especial

A água de coco é rica em vitaminas, minerais, aminoácidos, carboidratos, antioxidantes, enzimas e outros fitonutrientes que ajudam o corpo a funcionar com mais eficiência.
A água de coco apresenta uma associação de substâncias que a tornam especial mesmo quando comparada com bebidas produzidas pelo homem. Ela é rica em vitaminas, minerais, aminoácidos, carboidratos, antioxidantes, enzimas e outros fitonutrientes que ajudam o corpo a funcionar com mais eficiência. Seu conteúdo eletrolítico (mineral iônico) semelhante ao plasma humano garantiu-lhe o reconhecimento internacional como melhor reidratante oral. 
Ou seja: um super sport drink incomparável a qualquer outro produto criado pelo homem com essa finalidade. É tão compatível com o corpo humano, que pode até ser injetado na veia, o que foi bastante comum durante a 1ª e a 2ª Guerras Mudiais, bem como na guerra do Vietnã, onde a falta de recursos fez os militares aprenderem sobre as qualidades únicas da água de coco quase sem querer. 

Por mais que a característica hidrante dessa bebida seja a mais famosa, os benefícios que ela traz à saúde não param por aí. A água de coco, promove o equilíbrio da química corpórea, beneficiando a saúde como um todo. Ela reduz a pressão arterial e risco de doença cardíaca, previne aterosclerose, facilita as funções renais, protege contra vários tipos de câncer, facilita a digestão, o controle do níveis de glicemia no sangue, a circulação sanguínea, deixa o sistema imunológico mais ativo, possui propriedades anti-envelhecimento e ajuda na preservação de bactérias amigas da saúde. 
Para os esportistas, a água de coco não pode faltar no verão. Ela atua como repositor de eletrólitos, substância que protege contra cãibras e melhoram o desempenho físico, sendo mais eficiente para a reposição de alguns nutrientes perdidos na transpiração do que a própria água.

Beba água de coco: é tudo de bom!

Super saúde! 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

POPULAÇÃO SABE O QUE FAZER MAS SUBESTIMA A DENGUE

 
Quase 30 anos depois de a dengue ter se instalado no Brasil e apesar de todo o conhecimento sobre o ciclo do mosquito transmissor – o Aedes aegypti –, a doença ainda é um problema de saúde pública. Até meados de março já foram registradas 132 mortes e mais de 714 mil casos da doença em todo o país. Em 2012, no mesmo período, as notificações chegaram a 190 mil.

Para os gestores da saúde, a população subestima a gravidade da doença. “Não tem quem não saiba o que é e o que deve fazer para prevenir. Mas as pessoas ainda estão subestimando o poder dessa doença, ela mata", alertou Gilsa Rodrigues, coordenadora da vigilância epidemiológica da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, estado que registrou a maior incidência da doença na Região Sudeste, com 1.171 casos até o fim de março.

Combate

Segundo a pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, Denise Valle, um modelo de combate à doença que deve ser seguido é o adotado em Singapura, no Sudeste Asiático.

"Singapura conseguiu praticamente zerar a epidemia de dengue basicamente com uma campanha de mobilização, estimulando as pessoas a eliminar os criadouros uma vez por semana. Cerca de 16 mil voluntários [para uma população de cerca de 5 milhões de pessoas], durante seis finais de semana seguidos, ficaram estimulando e orientando a sociedade a eliminar todos os criadouros. Eles conseguiram eliminar a epidemia no pico, o que é muito difícil”, conta a pesquisadora.

Baseado nisso, o Instituto Oswaldo Cruz lançou a campanha 10 Minutos contra a Dengue, para que as pessoas façam a limpeza dos principais criadouros do mosquito em suas casas. O instituto ainda lançou vídeos explicativos pra informar a população sobre o ciclo da doença e como evitá-la.

Em dezembro de 2012, o Ministério da Saúde anunciou o repasse de R$ 173,3 milhões para ações de qualificação das atividades de prevenção e controle da dengue. Em 2011, foram R$ 92,8 milhões. O ministério também orienta os agentes de saúde a visitarem as residências a cada dois meses para checar se há focos do mosquito e para alertar a população sobre os riscos da doença.
Sem uma efetiva participação da população jamais conseguiremos combater esse mal.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

GOSTOSAS E PERIGOSAS: CONSUMIR BATATA CHIPS DIARIAMENTE EQUIVALE A CINCO LITROS DE ÓLEO NO ANO

 
Consumir uma pequena quantidade de batata chips por dia pode parecer uma opção prática para um lanche. No entanto, especialistas alertam que esse simples hábito pode trazer mais consequências para a saúde do que podemos imaginar.

Os pesquisadores afirmam que dentro daquele pequeno pacote se escondem doenças do coração, risco de obesidade, problemas no desenvolvimento de fetos, hiperatividade nas crianças e câncer em adultos. Os responsáveis pelos estudos defendem que é preciso ressaltar na embalagem os males que esse tipo de alimento pode causar.

De acordo com o jornal The Daily Mail, a situação não seria tão alarmante se o consumo de batatas chips na Inglaterra não tivesse aumentado nos últimos anos. Na semana passada, um levantamento apontou que um terço das crianças britânicas consomem batatas chips todos os dias. E os outros dois terços ingerem o alimento algumas vezes por semana.

Não é à toa que o consumo desse tipo de produto seja tão frequente na Inglaterra e no restante do mundo. Desde a propaganda, a embalagem, a textura e o sabor das batatas chips – tudo foi pensado para que consumo do produto cause prazer e, em grande medida, dependência.

Michael Moss, autor do livro “Salt, Sugar, Fat: How The Food Giants Hooked Us” (Sal, Açúcar e Gordura: Como os Grandes Alimentos nos Fisgaram, em tradução livre), conta que todos os elementos foram desenvolvidos especialmente para nos conquistar.

O especialista explica que quando colocamos uma batata na boca, o sabor do sal é notado imediatamente. Esse efeito é chamado pela indústria de “explosão de sabor”. Além disso, as grandes concentrações de gordura são responsáveis por uma sensação de saciedade ao se mastigar o alimento. Todos esses fatores foram pensados para causar o mesmo prazer de saborear um prato refinado e saboroso.

Para finalizar a mistura, as batatas contêm açúcar que está naturalmente presente no amido do alimento. Segundo Moss, essa é a combinação de sabores – sal, açúcar e gordura – necessária para que o nosso cérebro sinta necessidade de consumir cada vez mais.