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segunda-feira, 22 de julho de 2013

MILHO DA CONAB DEMORA A SAIR DOS ARMAZÉNS



Das 12 mil toneladas de milho do Governo Federal para produtores potiguares vítimas da seca anunciadas em maio, apenas 6.923 toneladas chegaram aos cinco armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento espalhados pelo estado.

A carga começou a ser desembarcada no dia 5 de junho e, desde então, vêm chegando lentamente, todas as semanas. Assim, dos 22 mil criadores cadastrados na Conab do RN, apenas 6.700 adquiriram o equivalente a 7.600 toneladas dos estoques totais em junho.

A procura também continua fraca. Em julho, até a última sexta-feira, 3.447 criadores retiraram 3.718 toneladas, segundo informações do superintendente da Conab local, João Maria Lúcio. Resultado: apesar de pouco, ainda há milho nos armazéns a custos subsidiados pelo Governo entre R$ 18,00 a R$ 22,00 a saca de 60 quilos. É um terço do valor de mercado.

Nesta segunda-feira, os estoques distribuídos pelos armazéns da Conab no RN eram os mesmos dos últimos dias. Assu: 106 toneladas; Caicó: 39 toneladas; Currais Novos: 159 toneladas; João Câmara: 102 toneladas; Lajes: 56 toneladas; Mossoró: 407 toneladas; Natal: (unidade Caiapós) 1.703 quilos e unidade Candelária 25 toneladas. E, finalmente, Umarizal, com 501 toneladas – totalizando pouco mais de 3.100 toneladas.

O superintendente da Conab no estado, João Maria Lúcio não tem uma explicação, diz apenas que não há procura. Mas ouvido na semana passada pelo JH, o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Júnior Teixeira, atribuiu à pequena busca pelo milho a dois fatores: chuvas e endividamento. A chuva recompondo as pastagens em muitas regiões produtoras onde as precipitações pluviométricas foram mais generosas e à falta de dinheiro do produtor até para comprar o milho do Governo Federal, oferecido a um terço do valor de mercado.
fonte: Jornal de Hoje

quinta-feira, 23 de maio de 2013

ESTOQUES DE MILHO NO RN SERÃO NORMALIZADOS


 
O atendimento aos produtores, explica João Lúcio,  superintendente da Conab no Rio Grande do Norte, será normalizado até junho com a previsão da continuidade das remessas de um leilão anterior, emergencial (5,5 mil toneladas) e de início da entrega do novo leilão (12 mil toneladas).

O leilão realizado ontem foi o terceiro com vistas a atender a demanda potiguar. Os dois certames anteriores previam a compra do milho a granel para entrega no Porto de Natal e doação ao estado para comercialização aos criadores. Os leilões, porém, foram considerados desertos - não houve empresas interessadas em operar com entrega por via portuária. Por esse motivo a entrega deverá ser feita pela modalidade rodoviária.


“A mudança para modalidade rodoviária foi bem sucedida, contudo, traz “perdas” para o Estado”, diz o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do RN (Faern), José Vieira. “Antes havia perspectiva de dois volumes, um de 18 mil toneladas e outro de 12 mil toneladas, que se restringiu ao último. É preciso aumentar o volume de embarques para o RN”, disse ainda, ressaltando que os armazéns continuam em dificuldade e os produtores não são atendidos com a cota cheia.

Com a estiagem prolongada - para atender a demanda que quase quadruplicou - foi preciso reduzir pela metade a quantidade de sacas a que cada produtor tem direito. A cota de compra caiu de 14 toneladas para até 6 toneladas por produtor. Uma portaria interministerial (número 220/12) baixou o preço por saca de 60kg, vendido a  R$ 18,12 reais para quem compra até 3 toneladas e de R$ 21,00, para até 6 toneladas.

A portaria vence em 31 de maio. Caso não seja novamente prorrogada, o milho comercializado após essa data poderá sofrer reajuste. “A previsão é que seja anunciada a prorrogação e continue nos mesmos patamares”, afirma.

Na primeira quinzena de maio, a Conab recebeu 3,2 mil toneladas do grão oriundo do Mato Grosso, que foi vendido a pequenos e médios produtores rurais nas seis  Unidades Armazenadoras (UA’s) localizadas em Assú, Caicó, Currais Novos, Mossoró e Natal - e nos polos de venda de João Câmara e Lajes. A maior venda no período foi registrada em Caicó, pouco mais de mil toneladas.
Tribuna do Norte

quinta-feira, 18 de abril de 2013

TUDO DÁ ERRADO PARA O NORDESTE: FRACASSA LEILÃO PARA COMPRA DE MILHO PARA A REGIÃO.

Milho em armazém da Conab: produto que será comprado vai atender a áreas atingidas pela seca 



 O leilão inédito da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para compra de 103 mil toneladas de milho a granel, que devem ser entregues pelos vendedores nos portos do Nordeste, para atender criadores dos municípios atingidos pela seca, terminou ontem sem negociar nenhum dos quatro lotes ofertados.

O leilão para entrega nos portos foi uma alternativa encontrada pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) para acelerar a remoção do milho, que até então vinha sendo feita apenas por meio de leilões de compra do produto já ensacado pelos vendedores com compromisso de entrega em postos de distribuição definidos pela Conab. O leilão previa entrega do milho nos portos de destinos entre 2 a 14 de maio. No remate da próxima semana, as entregas serão realizadas até o fim de junho.


Segundo fontes do setor, o valor do frete para transporte do milho da região Sul para a região Nordeste não seria impedimento, pois o cereal comprado a R$ 26/saca no mercado paranaense poderia ser desembarcado em Salvador a R$ 38/saca. O problema é a logística nos portos, principalmente em Paranaguá, onde o escoamento da soja está próximo de atingir o pico desta safra.

Como os lotes são enormes, somente grandes empresas teriam condições de assumir uma operação desta envergadura e bancar um valor de caução tão alto. As fontes não descartam a possibilidade de entrega de milho originado nos portos argentinos, onde ainda não existem problemas de congestionamento de cargas.

No leilão

O governo publicou ontem o edital de mais um leilão para compra de milho ensacado com compromisso de entrega nos postos de distribuição na região Nordeste indicados pela Conab. O leilão prevê a compra de 16,2 mil toneladas, das quais 4 mil toneladas serão entregue em Imperatriz (MA) e as 12,2 mil toneladas restantes na região de Minas Gerais que faz parte da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O maior volume irá para Montes Claros (5 mil toneladas). O aviso prevê que 30% dos lotes deverão ser entregues entre 20 e 30 de maio. Outros 30% entre 31 de maio e 10 de junho. Os 40% restantes entre 11 e 22 de junho.