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sexta-feira, 12 de julho de 2013

VACINA CONTRA DENGUE ESTÁ A CAMINHO

 

Indústria francesa já produz vacina experimental para controle de qualidade.Existem diversas iniciativas de busca por imunização, inclusive brasileiras.

Uma fábrica inaugurada na França pela Sanofi Pasteur, unidade de vacina da farmacêutica francesa Sanofi, já começou a produzir doses experimentais da vacina contra dengue, segundo informações da Reuters.
De acordo com Guillaume Leroy, que está à frente do projeto, a empresa será capaz de produzir 100 milhões de doses por ano.
Atualmente, existem diversas iniciativas de pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra a dengue em todo o mundo, inclusive de instituições nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas acredita-se que a iniciativa mais avançada seja a francesa.   

Resultados de uma pesquisa da empresa divulgados no ano passado mostraram, pela primeira vez, que é possível obter uma vacina segura contra dengue, apesar de o produto ter falhado na prevenção contra um dos sorotipos da doença (no total, são quatro sorotipos).
Atualmente, a farmacêutica ainda aguarda a conclusão dos resultados de dois grandes estudos clínicos, que devem sair no final de 2013 ou em 2014, para entender melhor a eficácia do produto. Cerca de 45 mil pessoas participaram dos testes na Ásia e na América Latina
A fábrica fica na cidade de Neuville-sur-Saone, onde o grupo investiu o equivalente a cerca de R$ 890 milhões.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue representa uma "ameaça pandêmica", infectando aproximadamente 50 milhões de pessoas de todos os continentes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Do G1

domingo, 7 de julho de 2013

PESQUISA CEARENCE RELACIONA CÂNCER DE MEDULA COM AGROTÓXICOS

 
A pesquisa oncológica do Ceará tem mais um motivo para se orgulhar.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) identificaram alterações genéticas que podem levar ao câncer de medula óssea, caso não sejam diagnosticadas precocemente. As mutações foram relacionadas à exposição de agrotóxicos.
De acordo com nota oficial da universidade, “o trabalho foi feito com 50 agricultores do município de Limoeiro do Norte, a 167 km de Fortaleza, expostos a grandes volumes de agrotóxicos devido ao cultivo da banana, um dos principais produtos agrícolas da região.”
Ainda segundo o comunicado,  ”ao investigarem a estrutura de cromossomos coletados diretamente na medula dos trabalhadores, os pesquisadores verificaram a existência de mutações genéticas graves em 25% dos casos, percentual considerado alarmante”. O método é inédito.
Cinco cromossomos alterados após exposição a agrotóxicos

Os cientistas cearenses identificaram alterações nos cromossomos 5, 4, 7 e 11, num quadro semelhante ao de pacientes com leucemia.

Dos 50 agricultores examinados, sete também apresentaram mutação no gene TP53. Os resultados foram obtidos a partir do mestrado de Luiz Ivando Pires, sob a orientação do pesquisador Ronald Pinheiro, do Laboratório de Citogenômica do Câncer.

Conforme Pinheiro, outros estudos  já vinham tentando relacionar o uso de agrotóxicos e as mutações genéticas capazes de provocar o câncer. Ele analisa, no entanto, que as avaliações anteriores eram feitas com base em cromossomos retirados do sangue de outras partes do corpo, que não a medula, e por isso os resultados não eram satisfatórios.
Segundo Pinheiro alerta ”essas alterações aparecem antes de o câncer se manifestar. Se a gente retira as pessoas dessa exposição ao agrotóxico, pode evitar que ela desenvolva a doença. Se ela continuar, ficar doente é questão de tempo”. Para o cientista, o uso de materiais de proteção, como luvas e máscaras, pode amenizar os efeitos da exposição de agrotóxicos.

A pesquisa é patrocinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Com Informações: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC

domingo, 2 de junho de 2013

CIENTISTAS ARGENTINOS DESENVOLVEM VACINA PARA COMBATER CÂNCER DE PULMÃO

 
Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram uma vacina que ajuda a combater o câncer de pulmão. O medicamento, resultado de 18 anos de pesquisa, começa a ser comercializado na Argentina em julho. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, México e Uruguai estão interessados em obter a licença de fabricação.


“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.

Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer no pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.

O câncer de pulmão é um dos mais agressivos e mata 1,38 milhão de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina foi desenvolvida por um consórcio de empresas privadas e do setor público, da Argentina e de Cuba.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CULTIVO DE MANDACARU SEM ESPINHOS É OPÇÃO DE FORRAGEIRA NA ESTIAGEM


 
 
 
 
 
 
 
 
                   Foto: Antônio Carlos Alves
 
O cactáceo é de fácil plantio e manejo, além de ser resistente às chuvas irregulares e ao clima da região

Alimentar os animais no período atual tem sido um dos principais problemas da pior estiagem dos últimos 50 anos. Com o quase desaparecimento da palma forrageira, os bichos procuram outro tipo de vegetação para vencer a fome. O mandacaru (Cereus jamacaru) acaba sendo uma grande opção. Para utilizá-lo, entretanto, é preciso retirar os espinhos.

A Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), desenvolveu uma espécie de mandacaru sem espinhos, de fácil manejo, que já foi plantada em propriedades na Paraíba. No Ceará, a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Centro de Zootecnia, desenvolve projetos numa reserva de 246 hectares em Tauá, com o mandacaru tradicional, utilizando também algumas mudas da espécie sem espinhos, além do xiquexique (Polosocerela polygonus) e do facheiro (Pilosocereus pachycladus).

Por estas características de resistência às altas temperaturas e às chuvas irregulares da região, é que o técnico Nilton de Brito Cavalcante, da Embrapa Semiárido, recomenda aos agricultores o cultivo do mandacaru nas suas propriedades, a exemplo do que fazem com a palma, os capins ou o milho. Há dez anos, ele avalia o plantio de mandacaru em uma área experimental do centro de pesquisa. Para ele, os resultados são "animadores", a começar pela produção.

As técnicas simples para o plantio e manejo do mandacaru favorecem a implantação dos cultivos nas propriedades do Semiárido. Segundo Nilton, em 1 hectare de caatinga, no espaçamento de 1 m para 1 m, é possível cultivar cerca de 10 mil plantas e colher aproximadamente 78 t de matéria verde por ano.

Uma novidade no trabalho do pesquisador são os testes em áreas de agricultores com variedades de mandacaru sem espinho no sertão. Estes materiais são originários de zonas próximas ao litoral do Ceará e Rio Grande do Norte. Na área, apresenta altura que varia de 3,5 a 5.5 metros, com copa bastante desenvolvida aos três anos.

Nos plantios instalados nos sertões da Paraíba e Pernambuco, o crescimento verificado é menor, em função da quantidade inferior de chuvas. Todavia, apresenta a vantagem de não ter espinhos, o que facilita o seu manejo e utilização na alimentação dos animais na seca.

Conforme Nilton, ainda no primeiro ano de plantio, com espaçamento de 1m x 1,5 m - o que equivale a mais de 6.660 plantas/ha, o agricultor consegue colher cerca de 30 t/ha com o corte dos brotos que nascem no período. Convertida para massa seca, que é a medida de referência para indicar o impacto sobre o ganho de peso dos animais, essa quantidade equivale a 5,1 toneladas/ha.

No décimo ano do plantio, a produção pode alcançar 285,17 ton/ha de massa verde e 48,47 ton/ha de matéria seca. "Trata-se de volume de alimento muito bom, que fica disponível para ser ofertado aos animais quando a seca alcança o seu pico de maior intensidade na região, garante Nilton de Brito.

Segundo ele, trata-se de planta excelente para o pecuarista formar uma reserva forrageira estratégica na sua propriedade. No Semiárido, de maneira geral, este papel cabe a outra cactácea já muito difundida que é a palma (Opuntia cochenillifera). Porém, o mandacaru tem mais vantagens: possui maior teor de proteína, resiste melhor à falta de chuvas e o primeiro corte acontece no primeiro ano. O plantio em áreas cercadas é uma alternativa de exploração e que aumenta a capacidade de suporte das propriedades. Além disso, é um modo de substituir o extrativismo da espécie durante a estiagem, por um aproveitamento sustentável da espécie.

O intenso corte que costuma acontecer nesses períodos tem levado à diminuição acentuada de pés de mandacarus na Caatinga. Em alguns locais da região, a população de plantas diminuiu tanto que muitos agricultores precisam se deslocar a mais de 50 km da sua comunidade para encontrar a cactácea na vegetação nativa. Em outros locais, como na região do Seridó (RN), o cactáceo praticamente desapareceu em virtude dos processos de degradação do solo e do uso descontrolado por parte dos animais nos períodos de seca.

Para Nilton, a experiência em uma área de quatro hectares, na Embrapa Semiárido, mostrou que o plantio e manejo do mandacaru são simples. Fazer muda, por exemplo, é muito fácil: "basta cortar um pedaço de 20 a 30 centímetros dos cladódios ou galhos, deixar secar durante dois a cinco dias na sombra e pôr em cova com profundidade de 15 a 20 centímetros adubada com esterco de caprinos ou bovinos"