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segunda-feira, 10 de junho de 2013

DENÚNCIA SOBRE ABATE ILEGAL DE TARTARUGAS NO CEARÁ REPERCUTE NACIONALMENTE



Entidades ambientais de todo o País lamentam as ações criminosas que estão ocorrendo no litoral cearense

Somente uma, em cada mil tartarugas que nascem, chega à idade adulta. A espécie corre o risco de extinção, o Ceará lidera o extermínio no País .
. A denúncia sobre o abate de tartarugas marinhas, espécie com risco de extinção, gerou indignação e cobranças aos órgãos fiscalizadores. A forte presença de tartarugas no mar do Ceará era de desconhecimento de muitos, bem como o comércio clandestino da carne para a culinária exótica. O assunto repercutiu nacionalmente, por meio de entidades ambientalistas. Nas redes sociais na Internet, os comentários foram de cobrança ao segmento da sociedade que come a carne exótica de tartaruga.

"Além de esclarecedora a denúncia feita pelo diário Diário do Nordeste pode sensibilizar a opinião pública que está, via de regra, longe das ações do Tamar, mas muito próxima da ilegalidade praticada com as tartarugas e o meio ambiente", afirmou César Coelho, coordenador nacional do Projeto Tartaruga marinha, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio).

Tartaruga-verde

O abate afeta principalmente a espécie Chelônia mydas, mais conhecida por tartaruga-verde, ou aruanã, como chamam as comunidades dos povos do mar. Todos os anos, mais de 300 desses animais, entre jovens e adultos, são mortos no litoral entre os municípios de Itarema e Acaraú, no litoral leste do Estado. O problema é acompanhado de perto há duas décadas pelo Projeto Tartaruga Marinha (Tamar), do ICMbio.
Um dos desafios na apuração é o silêncio com que o comércio é tratado nas duas cidades. Publicamente, é unânime a informação de que o comércio é proibido. Mas aos poucos os pescadores, dentre outros moradores, admitem a comercialização da carne e até mesmo onde é possível fazer a compra.

Devido a existência de uma sede do Projeto Tamar, em Acaraú, o trabalho de educação ambiental tem gerado bons resultados. Mas em todos os lugares do país onde o problema existe, está no Ceará a situação mais crítica, conforme o coordenador nacional do Projeto Tamar, César Coelho. "Isso se arraigou mais na cultura do cearense do que em outros Estados", afirmou. Para Eduardo Lima, coordenador do Tamar no Ceará, a conscientização terá melhores resultados nas novas gerações.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

INSTITUTO BRITÂNICO ALERTA PARA RISCOS DE EXTINÇÃO DA RAÇA HUMANA



Mao robótica (Getty Images)
Avanços tecnológicos poderiam ser raiz de potencial extinção, dizem especialistas

Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade. E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.
No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.
O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.
 
Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sabreviver. Isso porque nossa espécie já sobrevieu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor. E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteróides e super erupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno".
 
Até mesmo as perdas sem precedentes autoimpostas no século 20, com duas guerras mundiais e epidemia de gripe espanhola, deixaram de prevenir a ascensão do crescimento da população humana global.

Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue.
Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?

Ameaças sem precedentes

Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido".
O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.
Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e o imprevisível.
"Este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade"
Sean Coughlan
Repórter de educação, BBC News