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sábado, 6 de julho de 2013

ALIMENTOS ELEVAM INFLAÇAO NO PRIMEIRO SEMESTRE


 
Com peso bastante relevante em todos os índices de inflação ao consumidor, o grupo Alimentação mostrou um comportamento que assustou a população brasileira no primeiro semestre de 2013. A despeito de ter apresentado desaceleração importante em junho em três importantes indicadores do País, a classe de despesa encerrou a primeira metade do ano com variação próxima do dobro da inflação média apurada no período. A boa notícia, de acordo com alguns especialistas, é que o segundo semestre tende a ser melhor para os preços dos alimentos, seja pela sazonalidade favorável ou pela safra de alguns itens.

A principal explicação para esse comportamento dos alimentos foi o clima  dos primeiros meses de 2013 que atrapalhou especialmente a oferta dos chamados itens “in natura”. Caso clássico do ano e capaz de gerar piadas e mobilização nas redes sociais, o tomate subiu 43,80% no IPCA do primeiro semestre; 42,91% no IPC-S; e 50,33% no IPC-Fipe. A batata, no entanto, conseguiu tomar o posto de vilão do ano e subiu muito mais. No IPCA, acumulou elevação de 67,84%. No IPC-S e no IPC-Fipe, subiu 72,80% e 53,66%, respectivamente. A cebola também superou o tomate, com aumento acumulado de 58,88% no IPCA, 62,94% no IPC-S e 48,99% no IPC-Fipe.

O coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti, alertou, no entanto, que a causa da alta dos preços dos alimentos na primeira metade de 2013 não pode se restringir apenas ao clima. Reforçou que a “inadequabilidade” da oferta também tem encarecido os preços dos alimentos. “Não há um aumento de oferta compatível com o poder aquisitivo do consumidor nos últimos anos”, disse.

Para o segundo semestre, o cenário parece ser um pouco mais favorável, dizem especialistas. “É sempre arriscado apostar no comportamento dos alimentos, mas o segundo semestre tende ser melhor para os preços do grupo do que o primeiro”, comentou o coordenador do IPC-Fipe, Rafael Costa Lima. Ele lembrou que a probabilidade de menos chuvas no período pode impedir grandes pressões sobre os preços dos alimentos. E citou ainda o preço do feijão, que deve sofrer bom alívio, depois da recente redução no imposto de importação do produto determinada pelo governo federal.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

DEPOIS DO TOMATE, FEIJÃO SERÁ O NOVO VILÃO DA INFLAÇÃO


 

                                                                                                                                                  A refeição do dia a dia do brasileiro deverá continuar cara. Depois do aumento da salada, puxada pela disparada do preço do tomate, será a vez do arroz com feijão pesar no orçamento do consumidor. É que, segundo o economista e sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, o tomate pode sair de cena, mas o feijão tomará o lugar de vilão da inflação nas próximas semanas. "A inflação de alimentos não vai dar sossego. O preço do feijão já está subindo", alerta Daoud.

O especialista considera que o aumento está ligado ao fato de o governo, via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), não ter reunido condições para não estocar o grão no ano passado. Isso teria ocorrido porque o preço da saca de feijão, no atacado, permaneceu acima do preço do mínimo em 2012.

De acordo com o AE Agronegócios, serviço especializado da Agência Estado, no Paraná (maior produtor de feijão do País), o preço da saca de 30 quilos do grão subiu 25,85% para R$ 154,66, de 8 a 11 de abril, em relação ao acompanhamento da semana anterior, quando a saca era R$ 122,89 no atacado.

Soma-se a isso a informação da própria Conab. Ao divulgar o sétimo levantamento de safra do grão, disse que, considerando as três safras do ano, a produção do feijão tende a ser ainda menor nos próximos levantamentos, em virtude do "clima chuvoso no Sul do País e seco no Nordeste".