A seca reduziu a produção de telhas e tijolos no Rio Grande do Norte e
provocou a demissão de ao menos 100 trabalhadores só em Parelhas - maior
produtor de telhas do estado. O problema, registrado este ano, foi
agravado pela queda no número de encomendas ao setor.
O RN hoje conta com 186 cerâmicas. O número de empregados nas fábricas chega a 7,4 mil, mas há baixas com queda na produção.
Em
Parelhas, ao menos oito das cerca de 40 cerâmicas teriam fechado em
2013. Não há um levantamento que mostre o impacto negativo da estiagem
em todo o estado, mas as perdas não estão restritas ao município. Em
algumas cerâmicas, houve queda de 40% na produção.
“Com a seca,
nós ficamos sem água para molhar o barro, e nossos clientes sem capital
para reformar ou construir”, diz Francildo Francisco Silva, dono da
Cerâmica Bela Vista, que conseguiu manter parte da produção. Manoel
Amaro Neto, sócio-proprietário da Cerâmica Heitor Petrolino, viu a
produção despencar 40% entre julho e agosto. Doze dos 36 funcionários
foram dispensados em menos de dois meses. A produção, que já chegou a
quase 700 mil telhas por mês, hoje mal ultrapassa as 400 mil.
Boqueirão
A
queda no nível do reservatório, que tem capacidade para armazenar até
84,7 milhões de metros cúbicos e também abastece outros municípios da
região, já preocupa. O nível, segundo levantamento realizado pela
Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (Serhid/RN), já está em
24,76%. O Boqueirão é o sétimo reservatório em pior situação,
considerando os 13 incluídos no levantamento no estado.
A Justiça acreana decidiu manter a liminar que suspende as atividades da Telexfree. O agravo de instrumento foi julgado nesta segunda-feira (12) pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).
Durante o julgamento, o procurador de justiça William Silva pediu
abstenção alegando ter 'interesses', já que membros de sua família
investiram na empresa. Em seu lugar, o procurador Álvaro Pereira deu o
parecer do Ministério Público.
Relator do processo, o desembargador Samoel Evangelista disse ter
constatado que o esquema possui vida curta e que a venda de Voip não é a
principal perspectiva de ganho de quem ingressa na empresa, mas
angariar novos divulgadores. "Toda propaganda da empresa é voltada não
para divulgação do produto, mas para atrair novos divulgadores",
explicou.
A desembargadora Valdirene Cordeiro justificou a manutenção do bloqueio
ao dar seu voto. "Por tudo que já foi divulgado na mídia e colocado nos
autos há sim confirmação de pirâmide", disse.
Apesar de ter acompanhado o voto dos colegas, a desembargadora Eva
Evangelista demonstrou preocupação com a situação dos investidores. "Há
um sentimento de compaixão com as pessoas que venderam sua única casa e
seu único carro com a promessa de ganho fácil e deverá ser apurado em
ação civil pública, o quanto investiram para que seja feito o
ressarcimento", salienta.
Investigada pelo Ministério Público (MP-AC) por suspeita de ser um
esquema de pirâmide financeira, a Telexfree, nome fantasia da empresa de
marketing multinível Ympactus Comercial Ltda, está proibida, desde o
dia 18 de junho, de realizar pagamentos e o cadastro de novos
investidores.
Feliz o servo quer o Senhor encontrar vigilante - Lc 12,32-48
“Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai
dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós
bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o
ladrão não chega nem a traça corrói. Pois onde estiver o vosso tesouro,
aí estará também o vosso coração. Ficai de prontidão, com o cinto
amarrado e as lâmpadas acesas. Sede como pessoas que estão esperando seu
senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir a porta, logo
que ele chegar e bater. Felizes os servos que o Senhor encontrar
acordados quando chegar. Em verdade, vos digo: ele mesmo vai arregaçar
sua veste, os fará sentar à mesa e passará para servi-los. E caso ele
chegue pela meia-noite ou já perto da madrugada, felizes serão, se assim
os encontrar! Ficai certos: se o dono da casa soubesse a que horas
viria o ladrão, não deixaria que fosse arrombada sua casa. Vós também
ficai preparados! Pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do
Homem.” Então Pedro disse: “Senhor, é para nós ou para todos que contas
esta parábola?” O Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e
atento, que o senhor encarregará de dar à criadagem a ração de trigo na
hora certa? Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar agindo
assim! Em verdade, vos digo: ele lhe confiará a administração de todos
os seus bens. Ora, se um outro servo pensar: ‘Meu senhor está demorando’
e começar a bater nos criados e nas criadas, a comer, beber e
embriagar-se, o senhor daquele servo chegará num dia inesperado e numa
hora imprevista, ele o excluirá e lhe imporá a sorte dos infiéis. O
servo que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu
conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. O servo, porém,
que não conhecendo essa vontade fez coisas que merecem castigo, será
chicoteado poucas vezes. Portanto, todo aquele a quem muito foi dado,
muito lhe será pedido; a quem muito foi confiado, dele será exigido
muito mais!”
Bela divide seu tempo entre o Direito e a carreira de modelo e vai disputar o Miss Brasil
Em uma festa repleta de encanto e glamour, a representante de
Paramirim, Cristina Alves, esbanjou beleza e deixou para trás as outras
24 candidatas que concorriam ao título de mulher mais bela do Estado.
Durante a festa, realizada nesta quinta (8), no Via Hall, a advogada
de 24 anos encantou os jurados e foi eleita a Miss Rio Grande do Norte
2013. A jovem terminou recentemente uma pós-graduação em Direito
Administrativo e, além de ser uma defensora da Lei, Cristina ainda atua
como modelo.
A bela recebeu das mãos da amiga e Miss Rio Grande do Norte
2012, Kelly Fonsêca, a faixa da vitória. Quem repassou à candidata a
coroa foi a Miss Brasil 2012, Gabriela Markus, que acompanhou as
candidatas por alguns dias nos preparativos para o concurso.
Cristina encara agora uma maratona de preparativos para a
disputa pelo título nacional, que será realizado em Minas Gerais, no dia
28 de setembro, e terá transmissão exclusiva da Band para todo o país.
Vale lembrar que, no último ano, sua antecessora potiguar foi a segunda
colocada no Miss Brasil.
O Brasil, depois de tantas fraudes e resultados eleitorais
manipulados, mudou, a partir do Código Eleitoral de 1932, o seu sistema
de controle do processo eleitoral. E a Constituição de 1934 criou a
Justiça eleitoral, como órgão do Judiciário e aproveitamento de
emprestados juízes estaduais para atuação em primeiro grau, nas zonas e
circunscrições. Até então, três sistemas eram conhecidos. Na verdade, todos voltados a
dar legitimidade à representação popular e assegurar a cidadania, ou
seja, o direito de votar, de ser votado, da livre escolha e da
igualdade.
O primeiro sistema, de controle pelo Legislativo, tinha por meta
acabar com a influência ilegítima do Poder Executivo. Na Inglaterra e na
França, e depois na Constituição norte-americana de 1787, ficou marcado
o princípio de que “cada Câmara é o natural juiz da elegibilidade e da
regularidade da eleição dos seus membros”.
Essa forma de controle pelo Legislativo, no Brasil conhecido desde a
Carta imperial de 1824 e reproduzida na primeira Constituição
republicana de 1891, foi um escárnio. Todos lembram, e rios de tintas
foram desaguar em livros e artigos, das fraudes por “bico de pena”,
cédulas falsificadas validadas, coações de potentes coronéis, compra de
votos, etc, etc. Tudo isso, por evidente, tirava a legitimidade do
eleito e comprometia a representação popular. E hoje o grande problema é
o abuso do poder econômico.
Para se exercitar a cidadania ativa, e o voto é obrigatório no
Brasil, há necessidade de se fazer inscrição e postular, junto à Justiça
eleitoral, o deferimento do registro e a inclusão administrativa nas
listas de votantes. E um título eleitoral é expedido a comprovar (e não é
a única forma) a condição de eleitor.
Se para exercitar o direito de cidadania existe essa formalidade de
inscrição, fica evidente que os dados identificatórios só podem ser
utilizados para fins eleitorais. Não se pode, assim, fornecer dados a
órgão privados como uma Serasa, fundada no início para atender as
instituições bancárias e por meio de uma base de dados. Com efeito,
dados da base do Serasa são voltados a interesses negociais.
A decisão da corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral no sentido
de colocar dados e ensejar certificações por um órgão privado tipo
Serasa é flagrantemente inconstitucional. Viola o direito à privacidade e
não se sustenta pela inexistência de correlação com matéria eleitoral e
de cidadania. E tem mais: se a Justiça eleitoral precisar de dados do
Serasa basta requisitar e estabelecer prazo para atendimento.
As novas regras propostas pela Lei de Modernização de
Segurança Alimentar (FSMA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos
deixaram apreensivo o agronegócio brasileiro. O setor avalia que a
possibilidade de se instalar uma barreira para as exportações nacionais é
latente.
Em vigor desde 2011, o FSMA passa por uma regulamentação
e está em fase de implementação. A medida impõe nova fiscalização para
cultivo, colheita, embalagem e armazenamento de alimentos importados
pelos Estados Unidos. Aos processadores de alimentos, cabe avaliar os
riscos de suas operações e desenvolver medidas eficazes para evitar a
contaminação.
A mudança afetará 110 mil empresas de 150 países, que
exportam aos EUA. Hoje, aproximadamente 15% da oferta alimentícia do
país mais rico do mundo são importados deste rol de nações. Metade das
frutas, 20% das verduras e grande parte dos frutos do mar consumidos
pelos americanos são comprados de fora do país.
A nova lei procura, porém, minimizar o risco de doenças
graves ou morte. A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na
sigla em inglês), responsável pela fiscalização, afirma que, a cada ano,
48 milhões de americanos são afetados por doenças transmitidas por
alimentos, acarretando mais de 100 mil hospitalizações e milhares de
mortes.
Vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura
(CNA), Carlos Sperotto enxerga a nova regulamentação por dois pontos.
Para ele, a proposta de Barack Obama, por um lado, busca prevenir a
população, mas por outro, protege o seu produto. “Nós seríamos ingênuos
se assim não pensássemos”, afirma Sperotto. Em 9 de agosto, uma reunião
nacional entre os setores envolvidos deve esclarecer a situação e buscar
um posicionamento consensual.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a
FDA admite que pelo menos 80% das exportações brasileiras de alimentos
para os EUA sejam afetadas pelo FSMA. Os principais itens afetados
seriam açúcar, soja, suco de laranja, café, bebidas e arroz, que somaram
US$ 1,2 bilhão no primeiro semestre deste ano, 10% das vendas para os
EUA no período.
Professor da Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) especializado em
agronegócio, Decio Zylbersztajn acredita que a política regulatória
norte-americana pode sim afetar o comércio de alimentos. Ele afirma
ainda que a discussão não é nova, que já ocorrera quando o mal da vaca
louca atingiu a Europa.
Mas também é um momento de pensar em qual a segurança
alimentar dos brasileiros. Zylbersztajn vê o setor público defasado e
despreparado para fazer a inspeção adequada para os produtos de consumo
no País. Para ele, é preciso também cuidar do problema no plano interno,
por uma questão de saúde pública.
A fim de buscar o esclarecimento quanto à lei, a
Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior e a embaixada americana promovem, em 13 de
agosto um seminário sobre o tema, na sede da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária, em Brasília. Já as propostas do FSMA estão abertas
para discussão até 16 de setembro.
As horas correm sentido ao horizonte de nossas vidas
Ao dia seguinte do silêncio e de nossos acertos
É preciso encontrar um tempo para correr e apreciar
Um tempo para se morrer e também para se viver.
Não podemos ficar parados esperando os sonhos se realizarem
É preciso abrir os olhos para a realidade enxergar, e
Continuar seguindo o caminho que temos para seguir
Podemos até pensar, mas jamais podemos realmente desistir.
Não existe como para ser franco, desistir é simplesmente deixar de correr
Atrás do que ainda queremos para nós mesmos, é como um sorriso desejado
Ou, até mesmo um coração apaixonado mesmo que desesperado
Não podemos ficar parados e precisamos seguir adiante, sempre...
Pois no mundo existem muitos obstáculos para nossa superação
E é preciso de muito mais do que alguma motivação
Às vezes é complicado demais despertar ao amanhecer
E não saber exatamente para que lado correr
Mas, vou lhe dar uma direção, segue para onde seus pés apontam
E não tenha vergonha se em algum lugar tropeçar, você precisa tentar
Levantar dessa cama e deixar de sonhar, ainda precisa tudo realizar
Pois não sabemos o que amanhã poderemos encontrar
E se ficarmos parados vendo o tempo passar
Com certeza nenhuma novidade iremos encontrar
E, jamais poderemos colocar a culpa no destino
Pois não foi ele que nos destinou a ficarmos impassíveis
Diante aos obstáculos da vida ou diante da dor que dilacera o peito
Neste mundo existem muitas lágrimas ainda para cair, muita dor
Mas também existe cura, risos e quem sabe, em algum lugar amor
E para isso, você precisa seguir adiante, apreciando a cor
Que existe no céu refletido em seu próprio olhar
Na vida que corre em suas veias e que se ainda correm é por acreditar
Que existe uma razão para em algum lugar chegar
Como também, deixar de sonhar para tentar algo realizar.
O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (6) que 938
profissionais brasileiros selecionados para o primeiro ciclo de
contratações do Mais Médicos confirmaram interesse em trabalhar em
municípios que aderiram ao programa. Isso representa 6% dos 15.460
médicos requisitados pelas cidades.
Segundo o ministério, os brasileiros selecionados optaram por apenas
404 dos 3.511 municípios do interior do país e de periferias de grandes
centros urbanos que demandaram médicos do programa federal. Os 938
selecionados representam apenas 5,6% dos 16.530 brasileiros inicialmente
inscritos. Outros 1.920 inscritos, estrangeiros ou brasileiros
formados no exterior, só agora poderão ser chamados.
Ficou evidente que só a oferta de brasileiros será insuficiente para preencher a demanda" disse Alexandre Padilha, ministro da Saúde
Diante da baixa adesão, o Ministério da Saúde decidiu permitir que os
profissionais brasileiros que já escolheram um município para trabalhar,
mas não haviam homologado a presença ou não foram alocados, possam
escolher novos locais para atuar durante o contrato de três anos. Eles
terão até a próxima quinta (8) para fazer uma nova escolha.
Cientistas brasileiros desenvolveram uma vacina
contra o vírus HIV, causador da Aids, e vão começar a testá-la em
macacos ainda este ano.
De acordo com a Fapesp (Fundação de Amparao à
Pesquisa do Estado de São Paulo), essa fase do projeto irá durar dois
anos e os experimentos devem indicar o método de imunização mais eficaz
para ser usado em humanos.
Uma versão anterior da vacina ─
desenvolvida por pesquisadores da USP ─ já havia sido testado
anteriormente em camundongos, mostrando que a técnica era, sim, eficaz.
Se os resultados forem positivos nos macacos e
se houver financiamento suficiente, a vacina ─ denominada HIVBr18 ─ pode
ser usada para os primeiros testes clínicos, ou seja, em seres humanos.
Nessa etapa, ela deve ser testada uma população
saudável e com baixo risco de contrair o HIV, segundo a Fapesp. Essas
pessoas seriam então acompanhadas de perto por vários anos. O objetivo
seria avaliar a segurança da vacina, além de "verificar a magnitude da
resposta imune que ele é capaz de desencadear e por quanto tempo os
anticorpos permanecem no organismo".
Resultado aponta reversão da tendência histórica registrada no Brasil
De 2000 a 2010, em 80% dos municípios brasileiros a desigualdade de
renda entre seus habitantes diminuiu. O fato é ainda mais relevante
porque reverteu uma tendência histórica. Na década anterior, a
desigualdade medida pelo índice de Gini aumentara em 58% das cidades
brasileiras. A maior queda da desigualdade aconteceu no município de
Emilianópolis, no interior de São Paulo, que viu seu índice de Gini cair
pela metade, de 0,76 para 0,38 em 2010. A escala varia de zero a 1. Se
os 3 mil emilianopolenses ganhassem igual, o índice seria 0. Se um deles
concentrasse toda a renda da cidade, o Gini seria 1.
De 2000 a 2010, o
rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação, na média
dos 5.565 municípios. Foi um enriquecimento mais intenso do que nos 10
anos anteriores, quando o ganho havia sido de 51%. Isso é importante
porque uma forma perversa de reduzir a desigualdade é via empobrecimento
geral. Se os ricos perdem mais do que os pobres, a desigualdade também
cai. Foi o que aconteceu em grande parte do Brasil nos anos 1980, por
causa da recessão.
Nos 10 anos seguintes, o alto desemprego
comprometeu o salário dos trabalhadores e a renda voltou a se concentrar
no topo da pirâmide. O índice de Gini do país cresceu, e a desigualdade
aumentou em 58% dos municípios brasileiros.
Emilianópolis é um bom exemplo, uma vez que as condições em que se deu a
redução da desigualdade são representativas do que aconteceu em outros
4.431 municípios brasileiros. O Gini da cidade crescera nos anos 1990,
de 0,43 para 0,76. A reversão na década seguinte ocorreu com o
enriquecimento da população em geral: a renda do emilianopolense foi de
R$ 373 para R$ 585. Na maior parte do Brasil foi igual.
Samuel Willenberg visita Treblinka no aniversário de 70 anos da revolta
Foto: BBCBrasil.com
Vestindo uma boina militar, condecorações e caminhando
com uma bengala, o veterano Samuel Willenberg lidera um grupo de
visitantes a Treblinka, na Polônia, onde funcionou um dos mais
conhecidos campos de concentração nazista. Em uma parte coberta por
floresta hoje, ele para e aponta: "Ali funcionava a plataforma. Todos os
trens paravam ali."
Não restou nada em Treblinka que lembre o campo de
extermínio onde morreram 87 mil judeus, a maioria em câmaras de gás.
Samuel Willenberg é o último dos sobreviventes de uma revolta de
prisioneiros judeus que aconteceu há 70 anos.
Ele chegou de trem a Treblinka em outubro de 1942, aos
19 anos, na companhia de outras 6 mil pessoas que foram retiradas do
gueto judeu de Opatow. Na chegada, receberam a ordem para tirar as
roupas para um banho coletivo. Na verdade, os banheiros eram câmaras de
gás.
Enquanto esperava, Samuel Willenberg - que era filho de
um pintor - reconheceu um conhecido entre os prisioneiros judeus, que
lhe fez uma recomendação. "Ele disse: 'Diga a eles que você é um
tijoleiro'. Em poucos segundos, um oficial da SS entrou perguntando
'Onde está o tijoleiro?'. Eu me levantei e mostrei a ele o avental sujo
com a tinta de meu pai, e isso o convenceu. Ele me mandou para as
acomodações dos prisioneiros com um chute no traseiro. Uma cidade
inteira, três grupos de 20 vagões, foi para a câmara de gás", contou
Willenberg à BBC.
Ele era um dos 750 judeus que trabalharam em Treblinka.
Sua função era vasculhar os pertences dos judeus que foram mortos nas
câmaras de gás. "Um dia eu estava passeando", diz ele, com a voz
embargada. "Naquele dia, eu olhei. Minha irmã menor tinha um casaco que
havia ficado pequeno nela. Minha mãe aumentou o tamanho das mangas com
um pedaço de veludo verde. Foi assim que eu reconheci (o casaco). Eu
ainda consigo vê-lo hoje."
Ele interrompe a história e diz que não consegue mais
falar. Mas em seguida ele continua. "Foi assim que eu fiquei sabendo que
minhas irmãs acabaram em Treblinka. Eu compreendi que eu não tinha mais
irmãs. Eu olhei, mas não chorei. Eu não tinha mais lágrimas, apenas
ódio."
Revolta Um pequeno grupo de
prisioneiros planejou uma revolta. Os trens haviam parado de chegar a
Treblinka em abril de 1943. O comandante da SS, Heinrich Himmler,
visitou o local em março. Pouco depois, vários corpos foram
desenterrados, para que fossem empilhados e queimados. Os nazistas
tentavam acobertar os seus crimes.
As queimas deste tipo continuaram ao longo do verão
europeu de 1943. Os trabalhadores sabiam que seriam mortos assim que
terminassem a função. No dia 2 de agosto, com uma cópia de uma chave,
eles abriram a casa de armas da SS, distribuíram o arsenal entre si e
colocaram fogo no campo.
Em meio ao caos da fumaça, tiros e explosões, Samuel
Willenberg começou a correr. Ao seu lado, estava um amigo que era pastor
protestante, mas de origem judaica, conhecido como "o sacerdote".
"O sacerdote e eu começamos a correr, tentando fugir. Eu
tinha uma metralhadora. O sacerdote corria ao meu lado, até que foi
atingido na perna e caiu. Ele pediu que eu o matasse. Eu disse: 'olhe
para trás, para o campo de extermínio, onde sua esposa e seu filho foram
mortos' e dei um tiro em sua cabeça".
Ele conseguiu fugir pulando por cima dos corpos de seus
antigos amigos. Menos de 70 prisioneiros conseguiram fugir e sobreviver à
guerra. Depois da revolta, os nazistas demoliram o campo, que virou uma
fazenda administrada por uma família ucraniana.
Longe do campo, Samuel Willenberg tomou um trem para
Varsóvia, onde reencontrou a família. "Eu abri a porta para minha mãe.
Você não consegue imaginar o que é voltar do inferno e ver sua mãe e seu
pai. A primeira coisa que me perguntaram, depois, foi: 'Talvez você
tenha visto (suas irmãs) Itta e Tamara?' Eu nunca consegui contar para
eles que tinha visto suas roupas".
Willenberg juntou-se ao Exército secreto polonês e lutou
contra os alemães em agosto de 1944. Depois da guerra, casou-se e
migrou para Israel. Mas volta constantemente a Treblinka, liderando
grupos de jovens visitantes.
Sonho antigo Este ano, Samuel
Willenberg concretizou o sonho antigo de lançar a pedra fundamental de
um centro educacional em Treblinka, desenhado por sua filha arquiteta,
Orit.
A maioria dos soldados alemães em Treblinka nunca foi
condenada pelos crimes cometidos ali. O comandante Franz Stangl recebeu
pena perpétua de prisão em outubro de 1970, após um julgamento em
Dusseldorf. Ele morreu na prisão no dia seguinte.
Outros dez réus também foram julgados em Dusseldorf.
Quatro receberam prisão perpétua, cinco ganharam penas de três a 12 anos
e um deles foi absolvido.
Sob a organização de Jarbas Brito e Bagaço, o Parque do Angico realizou hoje, 04, um grande bolão de vaquejada que contou com as presenças de vaqueiros das localidades circunvizinhas e da região.
Sucesso de público, o bolão distribuiu uma premiação de R$ 600,00 que foram rateados por quatro duplas que ficaram para a disputa final.
Os organizadores comemoraram o sucesso do bolão e prometem para breve um novo evento com mais estrutura e maior programação.
Dois times tradicionais que precisam reagir urgentemente no Campeonato
Brasileiro. Assim será a realidade com que Flamengo e Atlético/MG vão se
deparar quando se encontrarem neste domingo, às 16h, no Estádio Mané
Garrincha, em Brasília, pela décima-primeira rodada da competição. No
meio de semana os dois times foram derrotados e seguem ameaçados pelo
fantasma do rebaixamento.
O Rubro-Negro perdeu por 3 a 0 para o
Bahia e já figura na zona da degola com dez pontos, mesma pontuação do
Galo, que vem de derrota de 2 a 1 para o Atlético/PR e só não está na
área fatal por conta dos critérios de desempate A
realidade deixa os dois treinadores preocupados com o que está por vir
no Campeonato Brasileiro. Mano Menezes, comandante do Flamengo, alertou
para as dificuldades que sua equipe vai encontrar.
"Nós sabemos
que as dificuldades serão muito grandes até que as coisas se ajeitem e
isso leva tempo. Portanto, é importante que a gente consiga somar pontos
mesmo sem ter atingido o estágio ideal. O duelo deste domingo será
complicado. O Atlético Mineiro tem um grande time, não conquistou o
título da Copa Libertadores por acaso", avaliou Mano.
No
Flamengo, Víctor Cáceres reaparece após ficar afastado três partidas por
conta de um incômodo muscular na coxa. Outro que volta é o meia
Gabriel.
Cuca, técnico do Atlético, também espera dificuldades,
mas vê como grande adversário o clima festivo que vem tomando conta do
clube desde a conquista da Copa Libertadores.
"Vamos precisar mudar logo o foco, pois estamos na parte de baixo da tabela", disse Cuca.
O Galo não terá Bernard, que foi expulso contra o Furacão. De forma misteriosa, Ronaldinho Gaúcho volta a ficar de fora.